As folhas caíram, chorando o que não existia.
E eu, erguendo o peito,
Em rancor perfeito,
Vagueva o que no horizonte não via.
E se em observações de sois postos inexistentes,
Luas decoradas de marés infernizadas,
Raízes criei em algo que não sentes,
A vitória é das sombras que tenho em pranto, amarguradas.
Mas esqueçamos que o vinagre, agora, é vinho!
Esqueçamos os dias que passaram, as bandeiras que hasteamos,
E as cavalgadas e as fugas do baixo Tejo ao alto Minho,
Pois foi sopro de titã mitológico! Nunca nos amamos.
Em figuras de estilo constantes,
Num desvalorizar de emoções apaziguadas num poema,
Durante todo este tempo, foi disto que fiz dilema!,
Foi nisto que me escondi( escondemos!), pois fomos amantes.
Hoje, ao abanar das copas arvóreas,
Num vendaval rompido do nada,
Contamos, aos nossos filhos inexistentes, estas histórias,
Mas, na verdade, não tenho em mim mais do que uma amada.
João Villalobos
Dedico, de Alma e Coração, este excerto sentimental ao meu Avô( João), que certamente perceberia melhor do que ninguém ao ler este poema. Onde quer que esteja, Avô, se tiver a oportunidade de ler isto, se quiser, faça-o, pois este é mesmo para si.
Sem comentários:
Enviar um comentário